Como exploradores que somos, um dos nossos grandes prazeres é partir à descoberta tendo como veículo as nossas pernas. Acreditamos que a melhor maneira de conhecer um local é caminhar nele deixando os nossos olhos assimilar as maravilhas que nos rodeiam e assim aprender mais sobre elas.

No Douro é isso mesmo que se pretende, nada melhor para o conhecer do que calcorrear pelos seus socalcos centenários, que descem encosta abaixo num bonito e infindável formar de escadas até à beira do rio ou mesmo sob as suas linhas de comboio antigas, que pelo desuso se tornaram apenas monumentos outrora usados pelo homem.

São caminhadas num mar de montanhas que têm o rio como seu guia, onde irá ter um sentimento de liberdade e introspecção como só os sítios detentores de tamanha beleza como o Vale do Douro podem oferecer.

Para a prática de caminhada no Douro, a melhor época do ano será a Primavera, contudo não invalida a prática das mesmas em qualquer parte do ano.

Esta é a altura em que as chuvas começam diminuir, o solo seca , tornando-se mais transponível. Também na Primavera as temperaturas em todo o Vale começam a subir, presenteando-nos com manhãs um pouco frias, mas com um Sol menos tímido do que até então, que pela tarde já se fará sentir, contrapondo com a brisa fresca tão própria da época do ano.

Apesar da sua beleza intemporal, acarreta os seus cuidados, as sombras são poucas devido à grande parte das montanhas estarem cobertas de vinhas, por isso aconselhamos sempre o uso de proteção solar, bem como quantidades de água para que se mantenha hidratado durante toda a caminhada, não menos importante é uso de calçado confortável e roupa a rigor.

Deixe o seu explorador interior tomar conta de si e perca-se pelos belos caminhos deste nosso Douro. Caso não se sinto confortável em ir á descoberta por si mesmo, teremos todo o gosto em o ajudar!

Trilho PR2 Lamego – Caminhos do Vinho do Porto

Localização: Lamego

Ponto de Partida: Samodães

Extensão: 6.9 km

Duração: 3h30m

Nível de Dificuldade: Medium

Tipo de Trilho: Trilho Natural e Paisagístico – Sinalizado e Circular

Este trilho vai levar-nos ao municipio de Lamego, mais concretamente à aldeia de Samodães, onde irá começar esta jornada por caminhos ladrilhados das vinhas do Alto Douro Vinhateiro.

Nesta bonita região, onde se produzem vinhos há cerca de 2000 anos, a jornada será de cerca de 3h30m, mas aqui não há tempos a cumprir, esta é uma caminhada de introspecção e calma, lembre-se é uma maratona não uma corrida.

Neste trilho irá caminhar pelos socalcos desenhados na paisagem por centenas ou talvez milhares de mãos que nestas terras trabalharam, é sem qualquer dúvida uma lembrança viva de outros tempos.

Este é considerado por muitos um dos mais bonitos trilhos do Douro, onde teremos contato não só com a Natureza mas também com a história e cultura de diversas épocas.

Serão cerca de 7 km por caminhos rurais, delineados por muros de xisto que servem como limites das quintas. Este trilho é de melhor execução no sentido oposto aos ponteiros do relógio, privilegiando assim mais descidas do que subidas, poupando um pouco as suas pernas.

São de destacar as panorâmicas que irá encontrar pelo caminho sempre sobranceiras ao Rio Douro e se da época das vindimas se tratar irá ver em primeira mão uma tradição secular.

Pode até perder a vergonha e dar uma mão a quem trabalha e cortar você mesmo umas uvas, que com certeza irá ser visto com bons olhos por parte dos locais e não se esqueça de provar um ou outro cacho, frescos e de uma doçura inigualável.

Aldeia de Samodães

É nesta centenária aldeia onde se iniciará o nosso percurso, com aspecto humilde e rural, como tão característico é desta região.

Com poucos habitantes e um ambiente bastante calmo, são de notar a Capela de Nossa Senhora da Graça com traços maneiristas, proveniente do maneirismo, estilo arquitetónico que surgiu no Séc. XVI como revolta ao classicismo, e a vista do adro que ela sustenta, nada melhor que presentear os olhos para nos dar força para a caminhada que se segue.

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Quinta do Vale Abraão

A Quinta do Vale Abraão só por si já é de beleza intemporal, parada no tempo nas encostas cheias de socalcos de vinha que a rodeiam e a compõem.

Mas esta quinta tem mais a contar, ficou imortalizada na história por 2 dos mais conceituados artistas Portugueses, pelas mãos de Agustina Bessa-Luís nasceu o famoso livro “Vale Abraão” um romance literário que narra a trajetória amorosa de uma mulher vítima dos seus despropositados desejos e paixões.

Pelo olhar da câmara do mais conceituado cineasta Português, Manoel de Oliveira, viu nascer o filme com o mesmo nome que o livro, “Vale de Abraão”, caracterizado pela sua beleza plástica fulgurante e uma sensibilidade poética inigualável.

Estas duas obras, que na verdade são apenas uma, deixaram esta Quinta como um ponto a ter em conta no mapa, trazendo-lhe imensa reputação.

O filme foi considerado pelas crónicas do cinema como “um dos filmes mais bonitos do mundo”.

Mais uma bela prova que o Douro não são só vinhas, há inspiração para artistas das mais variadas vertentes da arte, o Douro é assim, uma inspiração.

Trilho Torgueano de Provesende – S. Cristóvão do Douro / Pinhão

Localização: Provesende – Vale do Douro – Sub – Região do Cima Corgo

Ponto Partida: Largo da Igreja de Provesende

Extensão: 5 km

Duração: 1h30m

Nível Dificuldade: Fácil

Declive Máximo: 510 m

Tipo de Trilho: Trilho Natural e Paisagístico – Sinalizado e Linear

Este trilho irá levá-lo a conhecer a bonita aldeia de Provesende e o Pinhão, uma das mais requisitadas vilas do Douro devido a ter um bonito porto de rio que é paragem obrigatória para os cruzeiros que durante 9 meses ora sobem ora descem o rio.

O trilho em si será uma ótima oportunidade para perceber como o Homem e a Natureza funcionam em perfeita harmonia nas margens do Rio Douro.

Iniciando o nosso percurso junta da igreja de Provesende terá a oportunidade de explorar um pouco esta aldeia vinícola, situada num planalto sobranceiro ao Rio Pinhão, terá uma vista panorâmica maravilhosa logo de início.

O trilho é de relativa facilidade, sendo feito em apenas 1h30m e sempre a descer, por essa razão é perfeito para se fazer em família, calmamente e com direito a muitas fotos, mas não ficamos por aqui, já envolvidos pelo trilho passaremos ainda junto à aldeia de S. Cristóvão do Douro, onde poderá contemplá-la do miradouro com o mesmo nome da aldeia, daqui a vista será esplêndida e poderá roubar-lhe alguns minutos, aproveite para uma pausa.

Pausa feita é hora de retomar o caminho pelo meio de vinhedos sem fim, até que finalmente chegamos ao fundo da colina e nos deparamos com a bonita Ponte Romana do Pinhão, onde damos por finalizado este belo trilho.

Resta apenas dirigir-se ao centro da vila, escolher um dos tascos pitorescos e desfrutar do belo Sol que dependendo da altura do ano, se possa fazer sentir.

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Fauna e Flora

Em termos de Flora a paisagem é predominantemente composta por vinhas que não sendo de tão grande extensão como em outras sub-regiões do Douro, são consideradas as vinhas berço de grandes vinhos do Porto.

No entanto, nem tudo são vinhas, nas zonas ribeirinhas menos utilizadas, surge a vegetação mediterrânica composta pelas famosas oliveiras que são responsáveis pelo segundo produto mais produzido na região, o azeite, são também de notar a azinheira, o zimbro, todas estas de folha perene, pequena e densa, o que previne a evapotranspiração, ou seja a perda de água, mantendo-se verdes todo o ano.

Encontramos também arbustos em abundância, tais como o medronheiro e ervas aromáticas como o rosmaninho.

Falando de fauna, as aves são o animal predominante da região, dependendo da altura do ano podemos encontrar a cotovia montesina e a cotovia pequena, ambas nidificam no solo, protegidas pelos pequenos arbustos, encontramos ainda o chapim-real, o mocho galego, o estorninho negro, entre outras espécies que juntas fazem as maravilhas para os amantes das aves. Se for atento pode ainda avistar as matreiras raposas da região.

Geologia e Solo

Em termos geológicos o Vale do Douro pertence ao complexo Xisto-Grauváquico tendo em si alguns afloramentos de rocha Granítica, está menos presente na região.

O solo da região caracteriza-se como muito ácido devido à presença de cálcio e magnésio existentes em abundância, tendo ainda estratos de alumínio.

Um dos aspeto a ter mais em conta e mais fáceis de se observar, é a orientação e exposição dos terrenos, que ditaram o comportamento das vinhas que aqui na sub-região do Cima Corgo, são caracterizados por terem bagos com uma maior presença de açúcar em comparação com outras sub-regiões, como pode agora compreender a viticultura está intimamente ligada ao conhecimento geológico e dos solos, que trabalhando em “equipa” e com o Homem como maestro tornaram mundialmente famosos os maravilhosos vinhos do Douro.

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PR2 CRZ – Trilho do Senhor da Boa Morte

Localização: União de Freguesias de Castanheiro do Norte e Ribalonga – Carrazeda de Ansiães

Ponto Partida: Painel Informativo junto da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Castanheiro do Norte e Ribalonga

Extensão: 9.6 km

Duração: 3h45m

Nível Dificuldade: Médio/Alto

Declive Máximo:  510 m

Tipo de Trilho: Trilho Natural, Cultural e Paisagístico – Sinalizado e Circular

Este é daqueles trilhos de sobe e desce, parece até uma montanha russa, mas não das clássicas. Esta é uma montanha russa de sensações, levará-nos a caminhar entre  o Rio Tua e o topo da montanhas, mas não só, pelo caminho passamos por natureza pura, micro reservas de flora e uma diversidade impressionante de fauna. 

O nome provém do Santo padroeiro da aldeia onde começa, em Castanheiro do Norte. Daqui partiremos para um jornada que por certo ficará gravada na memória como uma caminhada de conectividade entre o Homem e a Natureza, o que nos levará a perceber melhor o porquê de existir neste Vale uma harmoniosidade quase perfeita entre ambos, por centenas de anos.

Bem-vindos ao Trilho do Senhor da Boa Morte! 

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Castanheiro do Norte

É nesta bonita aldeia que começaremos esta caminhada.

São de destacar as ruelas estreitas e sinuosas que ladrilham toda a aldeia por entre as suas casas tipicamente construídas em granítico, construídas assim para que se faça frente às características meteorológicas destas terras que ora são muito frias, ora são muito quentes, permitindo o granito uma temperatura sempre amena dentro das casas.

Devido à sua localização frontal com os Vales do Rio Douro e do Rio Tua, dispõem de uma panóplia de miradouros que farão as delícias visuais de qualquer um.

Miradouro Olhos do Tua

Após atravessar a aldeia de Castanheiro do Norte em direção ao seu lado nordeste, iremos dar de caras com o Miradouro Olhos do Tua, e não por acaso que é os olhos do Tua.

Logo à chegada temos a perspetiva da imensidão que nos envolve, de olhos bem abertos podemos deliciar-nos com o serpentear do Tua por entre as montanhas escarpadas da região.

A estrutura do miradouro foi projetada por um escultor, adquiriu a forma da quilha de um barco para que como se num estivéssemos, nos possamos sentir a navegar pelo rio. 

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Antigo Forno de Figos

Pode parecer estranho mas de facto existem fornos específicos para a secagem de figos, típicos da “Terra Quente Transmontana”, região onde se insere o Vale do Tua e do Douro.

É no Tua que a sua presença mais se faz notar, salpicam a paisagem discretamente como cogumelos, neste trilho iremos ter a oportunidades de ver e examinar bem de perto a sua arquitetura.

Hoje em dia sem qualquer uso para os agricultores, que se dedicaram a outras atividades mais benéficas, são a memória de tempos antigos, em que todo e qualquer produto que a natureza nos dava se fazia rentabilizar o máximo possível, para que não se passassem necessidades.

Capela do Bom Jesus

Continuamos a caminhada descontraidamente, num sobe e desce que verdade seja dita é bastante prazeroso, até que por fim chegaremos então ao Monte das Chãs, onde no seu perímetro encontramos a bonita Capela do Bom Jesus, com uma estrutura circular, algo invulgar se compararmos com outros religiosos da região, de pequeno tamanho com uma entrada de traços retangulares, no seu topo um campanário e com uma orientação a ocidente é no seu interior que está a cereja no topo do bolo, tendo um interior de enorme riqueza pictórica, onde no estuque que reveste as paredes graníticas pousam cenas do apostolado. 

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“Tralhariz”

De nome pouco comum e pitoresco, que se acredita derivar da palavra “Calhandriz”, o sítio das aves, e de facto as mesmas abundam na zona do Tua e são motivo de visita para muitos.

Esta é outras das aldeias com passado Romano, no início do Séc. XX foram encontrados na área da aldeia restos de habitações romanas, como um “domus” caracterizada por casa senhorial, edifícios para a elaboração de atividades agrícolas, bem como as casas dos cidadãos com poucas condições, como dizem os vestígios encontrados.

Apesar de algumas descobertas, não são muito significativas, visto que o grosso da povoação pensa-se ter sido destruída por povos bárbaros no final do Império Romano. A aldeia atual situa-se sob a antiga, sobranceira ao rio Tua, dando-nos vista até à sua foz, com o Douro.

Com cerca de 2 quilômetros de extensão, faz dos seus olivais e vinhedos o seu sustento e as delícias de quem tem a sorte de por lá passar.

Capela e Miradouro do Senhor da Boa Morte

Situados ambos num ponto alto da aldeia de Castanheiro do Norte, a chegada aos mesmo já faz prever que estamos no fim desta jornada.

A capela erigida em nome do Senhor da Boa Morte, data do Séc. XVIII, de traços simples divide-se em duas partes, o corpo da igreja e a capela-mor a qual ostenta a figura do Santo padroeiro e imagens alusivas ao seu calvário, um exemplo perfeito da religiosidade profunda que se viveu em Portugal durante centenas de anos, tão afincada que até em lugares literalmente perdidos nos montes a sua existência prevalece.

Mas não vá já embora, junto á capela encontramos o idílico miradouro do Senhor da Boa Morte, que nos proporciona uma vista sobre o Vale do Douro, o seu desnível e a sua flora de cariz mediterrânico.

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Fonte D’Além

Esta é uma das bonitas fontes da aldeia, onde pode parar e refrescar-se um pouco pois a nossa jornada infelizmente chegou ao fim.

É de salientar que em Portugal as fontes são imensamente comuns e de grande importância, a sua grande maioria são muito antigas, pois em outros tempo era a única maneira de obter água para o consumo diário, não há aldeia ou vilarejo que não tenha a sua, como sabe água é vida!

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Localização:  Parque Natural Regional do Vale do Tua

Ponto Partida: Painel Informativo junto á estação de Abreiro

Extensão: 11.3 km

Duração: 4h30m

Nível Dificuldade: Fácil

Declive Máximo: 414 m

Tipo de Trilho: Trilho Natural e Paisagístico – Sinalizado e Circular

Os percursos pedestres do Tua, apesar da sua recente criação superaram quaisquer expectativas em termos de adesão. Cada mais afamados pelas suas bonitas paisagens e cenários de cortar a respiração, fazem as delícias das gentes portuguesas e de além fronteiras, devolvendo à região o movimento e a exposição que tanto se ansiava.

Este é um desses percursos, iniciado na histórica estação de comboio de Abreiro, irá levar-nos pelas margens do Tua ora por serra, ora por terrenos agrícolas, irá ver pontes antigas como o que resta da Ponte do Diabo, vinhas seculares e olivais. 

Para os amantes de aves será uma ótima oportunidade para se deixarem envolver pela enorme variedade de aves da região, que foram do seu canto a sinfonia desta caminhada. 

Leve os olhos bem abertos, os pormenores estão a cada passada e não os vai querer perder. Uma caminhada contemplativa, no meio de um estado de natureza ainda de pureza remarcável. 

Estação de Abreiro

É aqui que damos início à jornada que nos aguarda, á primeira vista pode parecer uma simples estação, como tantas outras na região, mas se olharmos atentamente conseguimos perceber que a sua construção é tudo menos simples.

Estando de frente para a estação deparámo-nos com 3 construções, a estação, o armazém da estação e a ponte que une as duas margens do Tua, que de certa forma em termos paisagísticos se encaixam delicadamente na paisagem, fazendo o menor impacto possível.

É este facto que a torna um dos pontos de referência da linha do Tua, harmoniosamente conectada com a natureza, fazendo juz à coerência humana aquando de intervir em espaços naturais, uma lição que muito deveríamos levar connosco para que por todo esse mundo fora, se construa na natureza, tendo como primeiro objetivo a harmonia com a mesma, preservando-a.

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Aldeia de Abreiro

Apresentações feitas à estação, é hora de atravessar a ponte e ir em direção à aldeia com o mesmo nome da estação. 

Ao atravessar a ponte irá ver o que são os restos da antiga ponte que ali oferecia passagem, conhecida como a Ponte do Diabo, reza a lenda que sempre aquando da colocação da última pedra da sua construção no dia seguinte esta encontrava-se removida, dizem as gentes que era o Diabo que a tirava.

Passada a ponte e depois de caminhar um pouco por trilhos de terra batida chegamos enfim à aldeia de Abreiro, que recebeu o seu Foral, documento real que oficializa a administração de uma população, em 1225, pelas mãos de D.Sancho I, segunda Rei de Portugal, iniciando assim a sua história centenária, no seus limites são de considerar o pelourinho da aldeia, construído a mando de D. Manuel I no Séc. XVI, este monumento muito abundante em todo o território português, era um símbolo de justiça, pois era neste local que os malfeitores eram punidos, mais tarde transformaram-se em marcos municipais com brasões alusivos aos sítios onde estavam construídos. 

Museu Dr. Adérito Rodrigues

Continuando a jornada e ainda na aldeia, pode sempre fazer uma pequena pausa para visitar o Museu Dr. Adérito Rodrigues, o doutor que consta no nome, foi um habitante da aldeia que sempre prezou pela saúde dos que lá habitavam, tendo o museu como função, a mostra e divulgação, da cultura e tradições, praticadas há muito nas regiões próximas e na aldeia. 

A visita ajudá-lo-á a perceber melhor como por aqui se vive, dando-lhe uma visão mais verdadeira do que está a ver.

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Miradouro do Vale do Tua

Para terminar da melhor maneira possível, é hora de nos deslocarmos ao Miradouro do Vale do Tua, da aldeia ao miradouro a caminhada será ainda longa, com espaço para paragens regulares para fotos, contemplação da paisagem, ou mesmo para caminhar um pouco entre as vinhas e os olivais, afinal de contas a expressão “Estando em Roma, sê Romano” faz todo o sentido, há que sentir como um local sente. 

Depois de caminhar num sobe e desce de sensações finalmente chegamos ao miradouro, que nos oferece uma vista ampla para o Rio Tua e a sua idílica linha de comboio, o verde corre do topo dos montes e termina no rio. Este é o sítio perfeito para mais uma paragem demorada ou até mesmo para um snack, que caminhar exige alimento.

Daqui regressamos à aldeia e de seguida descemos à estação onde tudo começou, terminando assim uma fantástica jornada no Vale do Tua.

Os trilhos apresentados são apenas alguns dos muitos existentes no infindável Vale do Douro. Por essa razão iremos atualizar este post com mais caminhadas maravilhosas e caso se sinta com dúvidas sobre como chegar ou como elaborar a caminhada, teremos todo  gosto em ajudá-los!

Workers of the Douro Valley